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Ubu Shogun
Montagem
2025
Ficha Técnica
Direção, máscaras, texto e atuação: Douglas Kodi
Provocação dramatúrgica e ensaiador: Ricardo Nolasco
Colaboração e provocação na atuação com máscaras: Ésio Magalhães
Produção: Teatro do Alvorecer
Direção de produção: Vitória Campanari
Auxiliar de produção: Vinícius de Brito
Trilha Sonora: Massashi Murahara
Figurino: VCamp Ateliê
Cenografia: Carla Guizelini, Douglas Kodi e Vilson Kurz
Assistente mascareira: Rafaela Angelon
Direção de comunicação: Fernando Souza / Maringaense Cultural
Assessora de Imprensa: Rachel Coelho / 2 Coelhos Comunicação e Cultura
Fotografia e Vídeo: Álvaro Sasaki
Iluminação: Vanderlei Junior / Candelabro Produção Cênica e Thamires Saboia
Técnica de som: Diogo Correa
Se pudéssemos resumir essa história, intentaremos:
Em algum país chamado Nirão, surge Pai Ubu, o bruto, bufão, herói de si mesmo que trama um golpe para tomar o trono do velho Shogun Yoshinaga e se tornar o novo senhor de Nirão. Ao seu lado (ou contra ele), estão Lady Ubu, tão astuta quanto cruel, e o Capitão Bordadura, militar de fala afiada e leal ao ouro e à pólvora.
Antes que o golpe de estado de Pai Ubu dê certo, o próprio Shogun Yoshinaga entrega o trono a seus filhos, gesto que mergulha Nirão no próprio caos e guerra civil. E por acaso, ou por capricho dos deuses, Pai Ubu acabará coroado.
É um espetáculo sobre teatralidade para dar contorno à fome de poder do mundo em que vivemos.
Brincamos com o teatro de máscaras, o melodrama, o cabaré, a commedia dell’arte contemporânea, sob o delírio provocador da patafísica.
Em cena, o poder se revela como jogo absurdo, onde todos desejam o trono, mas ninguém quer cair com ele. E o mundo, como sempre, acaba em Merdra!.
SOBRE UBU SHOGUN
O teatro aqui presente não se trata necessariamente de uma adaptação ou de uma reescritura da icônica obra Ubu Rei, de Alfred Jarry (1873-1907).
Por agora concluo que definitivamente não sei o que ela é.
Posso dizer o que ela intenta ser e as vezes é: Um ensaio sobre o espírito da Patafísica.
Definição - A Patafísica é a ciência das soluções imaginárias, que atribui simbolicamente aos traços gerais as propriedades dos objetos por eles virtualmente descritos. (Alfred Jarry em Façanhas e opiniões do Doutor Faustroll, patafísico).
De modo geral, podemos entender que um objeto em si pode ser definido por seus traços em determinado ponto de vista: um relógio tem geralmente a forma redonda, mas por que é desenhado assim?
Se olharmos de lado, ele é, evidentemente, um retângulo bem fininho.
O conceito, ou anti-conceito, da Patafísica contrapõe a busca da fundamentação da realidade da Metafísica. Enquanto esta busca a fundamentação da realidade e é herdeira da razão grega, aquela é filha bastarda da loucura, dos bufões e da provocação.
A Metafísica perguntaria: “Qual o princípio do mundo?”
A Patafísica perguntaria: “E se o mundo for um erro de cálculo?””
O que temos no palco é uma série de Imagens Patafísicas, como quadros de estéticas diversas, sobre o Poder.






































