Create Your First Project
Start adding your projects to your portfolio. Click on "Manage Projects" to get started
Filipa e Antônia ou Fios do ódio fiam bruxaria
Montagem
2023
Ficha técnica
Texto, Direção, Máscaras e Cenografia: Douglas Kodi
Atuação: Bárbara Bittencourt, Douglas Kodi, Janaína Fukushima, Kênia Bergo e Vinícius de Brito
Direção Musical: Caio Henrique Alves
Direção de Produção: Teatro do Alvorecer
Produção Executiva: Diogo Correa
Figurinista: Vitória Campanari / VCamp Ateliê
Maquiagem e caracterização: Kênia Bergo
Letras e composição: Bárbara Bittencourt, Caio Henrique Alves, Douglas Kodi, Janaína Fukushima, Kênia Bergo e Vinícius de Brito
Comunicação Visual: Fernando Souza / Maringaense Cultural
Mídias Sociais e Assessoria de Comunicação: Fernando Souza / Maringaense Cultural
Fotos: Sasá
Agradecimentos à Luiz Carlos Locatelli
Em uma manhã como qualquer outra, Filipa retorna à casa das ervas, onde escondeu Antônia na tentativa desesperada de proteger seu amor do olhar impiedoso da sociedade. Nessa visita, ela é surpreendida por um misterioso padre, que a faz relembrar os momentos apaixonados que compartilhou com Antônia.
À medida que as memórias ressurgem, torna-se evidente que essa história de amor impossível é ainda mais complexa devido à intervenção do poderoso fazendeiro, Dom Eurico. Ele realiza visitas frequentes à casa da Senhora Montanha, mãe de Filipa, e está disposto a qualquer coisa para adquirir as terras da Família Montanha. A peça presta homenagem ao Teatro Caipira, à música sertaneja e à era dourada das rádios.
A PESQUISA
A peça "Filipa e Antônia ou Fios do Ódio Fiam Bruxaria" fundamenta-se em uma pesquisa aprofundada sobre o Teatro Caipira, um renomado ícone cultural que floresceu no norte do Paraná e no interior paulista durante as décadas de 30 a 50. Seu principal objetivo é revitalizar e homenagear esta expressão artística, conectando-a a temas contemporâneos e pertinentes, tais como a homofobia e o preconceito refletidos no relacionamento das protagonistas. Além disso, aborda assuntos mais conceituais, como a questão do cercamento de terras e a posse do corpo feminino, analisados sob a perspectiva da perseguição às bruxas, conforme discutido por Silvia Federici (2017).
No intuito de modernizar o Teatro Caipira, foram investigadas outras linguagens teatrais. Dentre elas, a Commedia dell’arte e o Teatro de Máscaras, com o objetivo de realçar os estereótipos e a comédia intrínsecos a essas formas teatrais populares, sobretudo as de raízes ibéricas. A peça ainda ressalta o Teatro de Sombras através de um meticuloso trabalho de iluminação, tanto nas luzes posicionadas no palco quanto nas sombras projetadas com a ajuda de um retroprojetor durante a apresentação.
Como eixo central, a música sertaneja é magistralmente integrada, englobando ritmos diversos, desde a toada e a moda de viola, passando pela guarânia e valsa, até chegar ao sertanejo típico dos anos 90.




































